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Quem foi Carl Gustav Jung?

Foto do escritor: Nathalia AndradeNathalia Andrade

Quem foi Carl Gustav Jung? Vida e obra de Jung

Falar de Jung é como mexer no emocional e trazer a tona o carinho por uma pessoa que mesmo já falecido consegue ser presente em nossas vidas.


Nascido na Suíça em 1875, foi uma criança com inteligência acima da média, desde muito novo com insights atípicos para sua idade.


Filho de pai pastor e mãe médium,


cresceu com sua irmã 9 anos mais velha e uma proteção grande para se desenvolver e ser bom homem.

Incentivado pela profissão do avô que era médico, entrou em 1895 para estudar medicina.

Interessado em ir além da ciência, sempre foi um estudioso de outras áreas, inclusive do espiritismo.


Durante a faculdade, escolhe a psiquiatria para sua área de atuação.

Homem interessante e bastante inteligente, traz pela primeira vez o termo "Associação".


Em 1902 Publica uma tese "Sobre a psicologia e patologia dos fenômenos chamados ocultos" e elucida pela primeira vez sobre inconsciente mais sensível que consciente. Nessa tese ele cita a "interpretação dos sonhos" de Freud para fundamentar seus pensamentos.


Em 1903 casou-se com Emma R.

Nesse mesmo ano começou a estudar os textos de Freud e tudo que ele trazia sobre histeria.


Em 1904 Jung trata pela primeira vez uma paciente com histeria usando a futuramente chamada Psicanálise,

Em 1905 é promovido a médico superior e indicado para conferência de Psiquiatria de Zurique.


Em 1906 Jung começa a se corresponder com Freud e em 1907 Freud denomina Jung como seu ajudante mais capacitado. Nesse momento a união está feita!

Jung permanece estudando e realizando diversas publicações. O que se difere de Freud é que basicamente Jung começa a enxergar para além do ciência no indivíduo.


Em 1912 as discordâncias dos 2 se torna mais evidente, quando em uma conferência Jung evidencia que a repressão não explica as condições, cita que as imagens do inconsciente podem ser de teor teleológico e que o libido chamada pelo Freud de energia psíquica pode não ser exclusivamente sexual. Existe mais divergência na visão de Jung e seus estudos, mas foi quando essas divergências vieram a tona que existem um rompimento entre os dois em 1913.


Freud é um homem sensacional e muito inteligente, porém muito introspectivo e difícil de lidar, que busca sempre ter razão, e com seus valores pouco focados além da ciência discorda de Jung, evidentemente.


Ambos com esse rompimento ficam tristes e sensibilizados. Afinal mais que grandes pensadores em troca de conteúdos, haviam de tornado amigos.


Jung vivenciou diversas dificuldades psicológicas e precisou lidar com isso. O mesmo ocorreu com Freud.

Jung teve ainda diversos casos amorosos mesmo casado, que tem-se relatos precisos, sendo a maioria de conhecimento de Emma, sua esposa.


Entre 1913 e 1916 ele publica pouco, porém passa a se preocupar em nomear sua forma de psicanálise, inicialmente chama de psicologia complexa, depois psicologia hermenêutica, até vir o nome que chamamos hoje: Psicologia Analítica.


1918 ele traz o termo "si mesmo" pela primeira vez, o papel do inconsciente, e em 1919 o termo arquétipo surge, sendo um de seus maiores destaques à frente.


Jung foi ainda um explorador, buscando conhecimentos além de sua região, conhecendo culturas e povos, o que sem dúvidas engrandece ele como pessoa e como pesquisador. Conheceu alguns locais da América do Sul, África e Ásia.

Apreciador da arte, fez esculturas e desenhos que até hoje são preservados.


Nesse período surgem seguidores de seus pensamentos e ele se aproxima mais da alquimia ocidental, uma de suas paixões desde jovem.


Diversos pensamentos como de sonhos, espiritualidade e o homem, o inconsciente e outras são publicados.


Durante a Segunda Guerra e o Nazismo ele foi presidente da Associação Médica Geral de Psicoterapia e desenvolve mais sobre os arquétipos, porém se mantem sem muitas publicações.


Sempre se mantendo escrevendo e publicando, tem mais de 70 livros atualmente que temos acesso. Morreu em 1961 e podemos dizer que durante toda sua vida se manteve focado em aprimorar seus conhecimentos, tentou conectar psicologia e espiritualidade mais que qualquer um e sempre visualizou o potencial humano como algo fantástico de ser aproveitado.


Jung portanto foi fundamental para ajudar na compreensão da mente humana, desenvolveu a tão conhecida hoje psicologia analítica, que aplica o entendimento sobre o as experiência do universo interior de cada ser humano, traz o processo de desenvolvimento pessoal e crescimento espiritual. Ele expandiu a teoria Freudiana do inconsciente para incluir o inconsciente coletivo (que contém elementos psíquicos universais, como arquétipos e símbolos, que são comuns a todas as culturas e têm um impacto profundo na psicologia humana).


Jung também enfatizou uma jornada da individuação, um processo pelo qual uma pessoa busca a integração de todas as partes de si mesma, incluindo aquelas que estão no domínio do inconsciente. A individuação é uma busca pela totalidade, pela realização do potencial humano e pela harmonia interior.


Jung revelou o poder da psique em se comunicar por meio de imagens e metáforas. Ele viu os sonhos como mensagens do inconsciente, oferecendo orientação e insights para a vida cotidiana. Os sonhos eram uma porta de entrada para a compreensão mais profunda de nós mesmos.


Carl Jung vai além da mente humana, ele começa a buscar a entender os caminhos da psique e do espírito.

Ele esteve à frente de seu tempo ao considerar a importância da espiritualidade na vida das pessoas. Ele via a religião como uma manifestação da psique coletiva e argumentava que a busca por significado e transcendência era inerente à natureza humana. Sua abordagem aberta e respeitosa para com a espiritualidade abriu novos horizontes para a integração entre ciência e fé.

Por fim, Carl Jung não foi apenas um psicólogo, mas um visionário que explorou a profundidade da psique humana, buscou a a verdadeira individualidade e abraçou a dimensão espiritual de nossa existência. Seu legado continua a inspirar aqueles que buscam compreender a mente humana e a jornada em direção à autorrealização e autoconhecimento, evolução pessoal. E Isso tudo hoje é fundamental quando estamos tratando um paciente em uma análise.


















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