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Depressão, você tem?

Depressão, você tem?
Estamos em pleno século XXI, ano de 2022 e com a sabedoria que já temos disponível podemos ter um grande olhar para nossa mente e suas doenças, porém o que ocorre é que cada dia mais os transtornos que parecem mais leves estão sendo banalizados, como por exemplo a ansiedade e a depressão, mas são doenças psíquicas e que precisam de atenção ou levam a impossibilidade de uma vida plena e feliz do indivíduo.
Se começamos a ter falta de ar logo procuramos um pneumologista, se pontadas no coração um cardiologista, porém se temos algo mental ainda existe uma postergação na procura de um psicanalista e muitas vezes as doenças mentais são banalizadas, tidas como uma "tristeza" de momento, quando envolve um âmago de itens do inconsciente e que precisam ser trabalhadas para realmente sair de um estágio doentio.


Apesar da dificuldade em definir a depressão, existe um consenso em considera-la uma doença da contemporaneidade.

Freud, traz o estudo da depressão a partir da ideia melancolia, chegando no que ele chama de neuroses atuais, que remete as angústias (neurose de angústia) e enfatiza alguns sintomas como pensamento vazio, perda de sentido, monotonia ao falar, sonoridade nas palavras, a melancolia na fala, fragilidade e insuficiência
Começa a se perceber que a melancolia pode estar muito associada ao afeto do luto, em não enxergar a frente e o recalque como componente.

O estudo da melancolia engrandeceu muito o entendimento do EU, da psique humana.
A depressão então foi vista a partir disso, mas ela vem com um conceito claro de designar uma maneira do ser humano situar-se na vida, em que tem insuficiência e perda do sentido na existência, o deprimido carrega inibição e se sente incapaz de enfrentar a luta da existência.

Depressão, você tem?

A depressão da contemporaneidade vem muito devido aos seres humanos desses tempos terem uma falta de saber vivenciar as perdas, de não saber fazer escolhas, um funcionamento mais narcísico ocorrendo no dia a dia, uma busca intensa e constante pelo prazer, a falta de dificuldade de lidar com questões pessoais e internas, a falta de ver erros em si mesmo e apontar que é no outros, questões existenciais e claro um apelo social gigante que em conjunto adoecem o indivíduo.

É importante diferenciarmos bem a melancolia da depressão, vejamos:
A pessoa deprimida é capaz de delimitar a origem de seu mal-estar e ter tentativas de superação e tem vínculos afetivos, mesmo que com queixas e podendo ter agressividade, já o melancólico fica preso a ideia de que nada pode ser feito na vida e costuma isolar-se.

Quando existe não apenas um quadro de depressão ou melancolia, mas realmente se tornou uma doença já instaurada, é possível tratamento psiquiátrico com medicamentos, porém é fundamental que haja em conjunto a terapia, uma psicanalista para acompanhamento.

Para a psicanálise tanto a melancolia quanto a depressão estão relacionadas com a perda. Para Freud a depressão está vinculada a um afeto, sintoma ou estado que envolve tristeza, desgosto, inibição e angústia. Já a melancolia está associada a um estado inconsciente de impossibilidade de elaboração do luto, uma neurose narcísica. A psicanálise se volta para a compreensão da singularidade da vivência da perda e sua significação subjetiva. Neste sentido, o trabalho psicanalítico nos permite resgatar a possibilidade da vivência da perda e possivelmente elaborá-la, o que exige um trabalho cuidadoso de rememoração. " (Freud no texto Melancolia e Depressão)

Vale dizer que estar triste não é depressão. Todos temos momentos de tristeza na vida, porém quando não caminha. Continua pode se tornar um quadro depressivo, ou seja, que tem duração limitada, para que se torne realmente um diagnóstico de depressão será necessário ter humor deprimido ou perda do interesse e prazer com duração mínima de duas semanas.

Depressão, você tem?

Além desses sintomas mencionados acima pode se ter alteração do sono ou excesso de sono, em casos de insônia é comum ansiedade, irritabilidade, alteração do apetite (podendo ser compulsão ou parar de comer), agitação, ansiedade, fadiga, indisposição, alteração do libido, sem vontade de atividades que dão prazer, sentimento de culpa e até mesmo planos de suicídio.

"Neste trabalho, concluímos que a depressão pode ser um estado, que pode aparecer numa estrutura neurótica ou psicótica, mas pode também ser uma posição assumida pelo sujeito diante das demandas do Outro. A depressão pode ser uma posição subjetiva do sujeito contemporâneo diante das demandas culturais que supervalorizam o individualismo e a cultura do espetáculo. Diante de tais exigências, o depressivo fica paralisado, distanciado em relação ao seu desejo, o que pode ser interpretado como uma resistência a essas demandas sociais. Neste caso, podemos articular a posição depressiva como fruto de uma sociedade na qual impera a exigência do gozo, uma sociedade que não tolera a falta, a dor, o sofrimento. O depressivo se vê imobilizado diante das possibilidades que as escolhas o envolvem. Ele não sabe lidar com as perdas, fica paralisado. Sendo assim, a depressão pode se constituir como uma posição do sujeito ou ainda como uma dentre outras patologias da condição de vida pós-moderna" (Freud no texto Melancolia e Depressão)

A psicanálise é sim a chance do humano afetado por essa depressão se restituir, ter novamente criatividade psíquica pra enxergar o mundo "com cor".

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